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O justo preço do que mais vale — e é invisível — nas empresas

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20.08.2026

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Algumas coincidências sempre chamam a atenção de quem vive entre o Brasil e Portugal e faz negócios nos dois países. Mesmo com imensas diferenças de escala, comportamento do consumidor e práticas contábeis, é impressionante como alguns dados parecem obedecer milimetricamente à mesma lógica.

É o caso de informações divulgadas recentemente, com poucas semanas de diferença, sobre o valor das marcas mais fortes de cada nação. Os estudos, conduzidos anualmente por consultorias diferentes, registraram a mesma valorização dos dois grupos de marcas em um ano: somadas, em ambos os países passaram a valer 14% mais que no ano anterior.

Segundo levantamento da Brand Finance, as 100 marcas mais valiosas no Brasil somam 90,2 bilhões de dólares em 2026. Arredondando-se os números, a soma das marcas listadas em Portugal no ranking 2026 da OnStrategy subiu o mesmo percentual — juntas, as 25 maiores marcas valem 20,628 bilhões de euros.

A coincidência não termina aí. Nos dois países, a liderança seguiu nas mãos da mesma empresa. E, nas duas líderes, nova sincronia: a marca representa pouco mais de 16% do valor total da companhia, quando se relaciona o valor estimado da marca ao market cap de agosto. No Brasil, corresponde a 16,2% da capitalização do Itaú. Em Portugal, representa 16,8% do valor de mercado da gigante de energia EDP.

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