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A democracia exige mais do que uma escolha

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25.10.2026

Os artigos da equipa do PÚBLICO Brasil são escritos na variante da língua portuguesa usada no Brasil.Acesso gratuito: descarregue a aplicação PÚBLICO Brasil em Android ou iOS.

Há dias que entram para a história não apenas pelo que representam no presente, mas pelas consequências que projetam sobre o futuro. Hoje, 25 de outubro e 2026, é um desses dias. Ao comparecer às urnas, o eleitor brasileiro não escolherá apenas quem ocupará a Presidência da República. Estará definindo os rumos do país e o destino das instituições que sustentam a liberdade política. Se deseja preservar a democracia, não pode eleger um miliciano como Flávio Bolsonaro (PL) para a Presidência da República.

A responsabilidade é enorme. Mais do que uma formalidade eleitoral, esse gesto representa o exercício da soberania popular e a possibilidade de determinar os limites do poder. A Constituição, a independência dos Poderes, a liberdade de imprensa e o respeito às minorias não são atributos acessórios do Estado: constituem as condições necessárias para que nenhum governante se considere acima da lei.

Diante da urna, somos formalmente iguais. A fortuna, a posição social, o prestígio e a influência não alteram o peso de cada escolha. O voto de quem vive em um palácio vale tanto quanto o de quem habita um casebre. Essa igualdade política, entretanto, contrasta com as profundas desigualdades econômicas e sociais do Brasil, revelando a enorme distância que ainda separa os direitos assegurados pela Constituição das condições concretas de vida da maioria da população.

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