Animais na Protecção Civil: da lei à realidade
A lei está feita. Agora é preciso saber fazer o resto e, por favor, bem feito. É muito frequente tomarmos as mudanças como óbvias depois de acontecerem e esquecermo-nos do tempo e do trabalho que custou chegar até elas. A inclusão dos animais no sistema de protecção civil é uma delas e é sobre isso que hoje escrevo.
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A recente alteração à Lei de Bases da Protecção Civil, que passou a integrar expressamente a busca, o salvamento e o socorro animal, é uma mudança importante, há muito pedida e devida. Para quem trabalha na protecção dos animais, não é propriamente uma ideia nova. Há muitos anos que várias organizações, entre as quais aquela a que presido, a ANIMAL, defendem que os animais têm de ser considerados no planeamento de emergência e não podem continuar dependentes da improvisação, da boa vontade ou da capacidade de resposta de quem por acaso esteja no terreno.
Os incêndios que todos os anos assolam o país tornaram essa necessidade dolorosamente evidente. Temos visto reiteradamente animais morrerem sem possibilidade de fuga, pessoas recusarem-se, e bem, a abandonar os animais com quem vivem e vizinhanças, organizações e voluntárias/os tentarem organizar resgates em circunstâncias extremas.
Ainda que o cenário se repita ano........
