O fim do direito e a apologia da agressão: a “ordem baseada em regras” contra o Irão
A guerra que se abateu sobre o Médio Oriente há pouco mais de uma semana não foi uma mera escalada securitária, nem um inevitável acidente da História. A agressão não provocada dos EUA e Israel contra o Irão constitui uma violação flagrante da soberania de um Estado, mas, mais do que isso, faz parte de um processo de desagregação intencional da arquitectura jurídica global. A forma como este acto de agressão internacional tem sido silenciado, higienizado, validado e defendido expõe a capitulação do rigor, ou, pior, a cumplicidade perante tais actos.
