Pagar sal a preço de ouro. Precisa mesmo de eletrólitos?
Os eletrólitos estão aí. Trata-se de suplementos em pó, cápsulas, pastilhas efervescentes com sódio (sobretudo), mas também potássio, magnésio, cálcio, cloro e por vezes algumas vitaminas e minerais extra. Se antes eram um pequeno pormenor dentro da nutrição desportiva do conhecimento quase exclusivo de atletas de endurance, o mercado encarregou-se de os “glamourizar” em embalagens e formatos bastante apelativos e com mensagens convincentes sobre “hidratação”, “recuperação” e “rendimento”.
Vamos por isso dar alguns dados sobre a real necessidade de ingerir suplementos com sódio (40% da composição do sal) na nossa realidade alimentar e de exercício físico.
Falar de sal, quer no que comemos quer no que perdemos, é difícil porque existem diferenças interindividuais bastante grandes. Se no que comemos estas diferenças podem ser medidas de forma mais fácil (quantidade de alimentos ricos em sal ingerida, adição de sal na confecção, número de refeições fora de casa), e os últimos estudos que existem apontam para uma média de ingestão de 10-11g/dia em Portugal (bem acima dos 5g/dia recomendados), nas perdas já é mais difícil.
Estudos em atletas de várias modalidades (em treino e competição entre 15 a 50ºC e 20 a 80% de humidade) apontam para um valor médio de transpiração de 1,2L/h (ou 15ml/kg/h ajustando ao peso de cada um) e que cada litro dessa transpiração pode ter 0,83g de sódio (equivalente a........
