O frenesim eleitoral: entre o desejo e a realidade
Desde o longínquo ano de 2022, tivemos três legislativas. De acordo com as explicações dominantes, trata-se de mais uma consequência da propensão indomável dos protagonistas do ciclo que se encerrou com a tomada de posse do novo Presidente para escolherem a via do “frenesim eleitoral”.
Há de facto um consenso alargado em relação aos mandatos de Marcelo: o antigo Presidente terá disparado com demasiada facilidade o gatilho da dissolução e fê-lo antes de esgotar todas as possibilidades constitucionais. Seguro sabe-o, pelo que anunciou a sua diferença a este respeito – o país enfrenta desafios estruturais que “se arrastam há muito tempo”, aos quais não se responde com ciclos governativos curtos. Prometeu mesmo, tudo fazer “para estancar o frenesim eleitoral”.
A palavra é o principal ativo presidencial e, dito assim, os partidos ficam a saber com o que contam em Belém. Por exemplo, Seguro........
