Esta reforma laboral serve para quê e a quem?
Houve um antes e um depois da greve geral nas presidenciais. Enquanto o Governo se enredava numa desvalorização esdrúxula da greve, os candidatos aproveitaram para mudar o discurso sobre a proposta de revisão laboral. Ventura, sempre oportunista a sentir o sopro dos ventos, passou a opor-se e António José Seguro, que, até então, tinha lavado as mãos do assunto, pois queria "estar acima do debate partidário", condicionou uma posição futura em Belém a um acordo na concertação social. Sem isso, afirmou, aquela versão do pacote laboral estava condenada ao chumbo.
