Na Casa da Arquitectura entram arquitectos e arquitetos
Na última página da edição de aniversário (o 36.º) do PÚBLICO, a de 5 de Março, podia ler-se o seguinte anúncio: “Casa da Arquitectura. Onde a arquitetura tem casa”, frase rematada com um convite: “Visite-nos.” Em Matosinhos, claro. Há ali uma letra a mais? Uma a menos? Sim e não. O convite, dirigido ao público em geral (a visita compensa, diga-se), pretende, naturalmente, atrair também os arquitectos, sejam eles portugueses (os que não deixam cair o “ct”, passando a “arquitetos”, e os que já se conformaram com tal metamorfose gráfica), espanhóis (arquitectos), ingleses ou americanos (architects), franceses (architectes), alemães (architekten), italianos (architetti), holandeses (architecten), polacos (architekci) e, com uma colaboração que se vem sedimentando no tempo, os brasileiros, que há décadas se autodesignam arquitetos (sem “ct”).
