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Amar também é ver o pelo e tirá-lo com a pinça

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06.05.2026

Serão muitos os sketches humorísticos do passado e do presente que, recorrendo à figura do homem português, o caracterizam com bigode e pelos a sair do nariz e muitas vezes das orelhas. Na realidade, o cenário é verificável com mais frequência em pessoas mais velhas, que se tornam dependentes dos outros para os cuidados de estética. Muitos lares e hospitais têm auxiliares e enfermeiras/os que vão além da prestação de serviços de saúde, desfazendo a barba, cortando as unhas, aparando os pelos das orelhas, do nariz ou até mesmo das sobrancelhas. Mas nem todos têm esse perfil de ir além do que é pedido, de ter essa sensibilidade.

A falta de visão dificulta a vida a muitas mulheres que deixam de ver bem o suficiente para tirar os pelos da própria cara. Muitas, não tendo outra solução, recorrem à gillette, danificando a tez, outras conformam-se com o que o espelho lhes mostra. Se calhar não iam acreditar, mas em reportagem tive uma vez o caso de uma senhora que me pediu, assim, sem meias palavras: "olhe, vou fazer-lhe um pedido estranho, tirava-me este pelo aqui no rosto que me está a picar?" E lá foi ela buscar a pinça e eu tirei. Talvez por isso, trago sempre na........

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