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Eletrotécnicos a passarem por designers: a nova iluminação da Câmara de Lisboa

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Quem passe pela Praça do Município ao anoitecer percebe depressa que algo não bate certo. O edifício de Domingos Parente da Silva, com a sua fachada neoclássica e as varandas que são das imagens mais reconhecíveis da cidade, aparece-nos agora com uma iluminação que parece um projeto a meio. Não chega a ser iluminação. É um arremedo: projeção, meia dúzia de lineares e pouco mais.

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O primeiro problema é a temperatura de cor. As lineares a 5000K são demasiado brancas, quase clínicas, para uma pedra e um reboco que pedem calor e matéria. O resultado é um branco que achata os volumes em vez de os esculpir. As varandas são o caso mais evidente: contrastadas com outras cores, parecem fosforescentes, como se tivessem sido pintadas com tinta luminosa. O olhar vai para lá por defeito, não por intenção.

E aqui está o ponto central: falta contraste. Iluminar arquitetura é decidir o que fica em primeiro plano, o que recua, o que fica na sombra. A sombra é tão importante como a luz. Sem hierarquia, sem camadas,........

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