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O pior dos netos são os vírus

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17.02.2026

Lembras-te de quem é o principal culpado das Birras de Mãe? Exatamente, o vírus da covid, que separou avós e netos e, ao enfiar-nos em casa, deu-nos tempo (e saudades) para começarmos a escrever uma à outra. Por essa parte vou estar-lhe sempre grata, mas a verdade é que anos passados constato que realmente o pior dos netos são os vírus. Já a maior alegria dos vírus são as creches, os jardins-de-infância, a escola e, para ser realista, o facto de estarmos vivos.

As estatísticas dizem que a maioria das doenças virais acontecem em crianças, ponto um; mas o número de episódios, sobretudo das doenças respiratórias, cresce se os bebés estiverem numa creche — aparentemente são 14 episódios por ano, versus seis nas crianças da mesma idade que ficam em casa. Mas, tanto quanto percebo, quem faz estas contas parece ter-se esquecido que quando há irmãos, apanham-nos a partir deles.

Para os pais, e continua a ser maioritariamente pior para as mães, um filho constantemente doente é um desgaste contínuo, porque se os colocaram numa creche ou jardim-de-infância é, muito provavelmente, porque precisam de ir trabalhar. Ou seja, quando a criança é obrigada a ficar em casa, os pais ou faltam ao trabalho ou têm de encontrar alguém com quem os possam deixar, muitas vezes mais uma despesa para orçamentos mais apertados. Aqueles que moram perto dos avós, e se estes já estiverem reformados, têm a sorte de os recrutar para estas emergências.

Os avós ficam mais do que........

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