O Coração Ainda Bate. Oficina de reparações da sinceridade
Nos últimos tempos tenho protagonizado alguns episódios de sinceridade irreflectida, que me deixam depois a pensar. Além de pensar, também peço desculpa pelo lugar em que coloquei as pessoas. São coisas aparentemente sem importância, mas desnecessárias? É nisso que fico a pensar: na sua relevância.
Lembro-me perfeitamente de ver a minha mãe a ser implacável, quase dura, nas verdades que dirigia aos outros. Era como se as palavras explodissem na boca dela, se ela não as dirigisse aos seus destinatários. Eu ficava a observar a minha mãe nestes instantes, com admiração, e pensava: como é que ela consegue?! Percebo, agora bem, como ela conseguia.
A sinceridade é para os fortes, porque as consequências trazem muitos danos. No entanto, devia haver uma oficina para reparar os danos que a sinceridade provoca. Mas como podemos avançar sem dizer o que pensamos? Sem querer lavar daqui as minhas mãos, digo, em minha defesa, que não devemos subestimar as palavras........
