A educação numa era de disrupção: colocar os pais no lugar central
Os resultados do PISA e outras provas internacionais não deixam margem para grandes dúvidas: as crianças estão a aprender menos. Há alguns anos, Portugal foi uma exceção a esta tendência. Já não é. O debate internacional procura, cada vez mais, respostas para uma questão fundamental: que paradigma educativo e enquadramento legislativo precisamos de construir para inverter esta evolução preocupante? A este desafio junta-se um contexto global já de si instável e imprevisível, cuja incerteza é amplificada pela revolução da inteligência artificial. Perante este cenário, o que devemos fazer?
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A nossa primeira resposta é simples: não ceder à tentação das soluções simplistas, nem nos deixarmos seduzir por cada nova revolução educativa.
Quanto às soluções simplistas, os resultados do PISA têm vindo a demonstrar que não basta aumentar os orçamentos ou reduzir o número de alunos por turma — duas respostas recorrentes em tantos debates sobre educação. O desafio é, antes de mais, utilizar os recursos de forma estratégica, investir naquilo que produz resultados em cada contexto e concentrar os esforços em permitir que os agentes decidam.
Quanto à sedução pelas novas tendências, as políticas educativas têm passado demasiado tempo a adotar paradigmas da moda sem a reflexão crítica necessária. Há pelo menos 12 anos que nos deixamos conduzir pela........
