A criatura devorou o criador
“A criatura devorou o criador.” Não porque o modelo tenha ganho consciência, como gostam de insinuar os vendedores do espanto. “Devorou”, aqui, é outra coisa, é obrigar quem o construiu a recuar. A Anthropic anunciou, a 7 de abril de 2026, o Claude Mythos Preview como um modelo não lançado ao público, reservado ao projeto Glasswing, depois de afirmar que ele já encontrou milhares de falhas graves em sistemas operativos, navegadores e outros programas, e que atingiu um nível raro na descoberta e exploração dessas falhas.
Isto altera o tom da conversa. Já não estamos na fase infantil em que a inteligência artificial escreve poemas sofríveis e resumos diligentes. Estamos na fase em que ajuda a abrir portas que estavam fechadas há 10, 15 ou 20 anos. O próprio material técnico da Anthropic descreve vulnerabilidades antigas encontradas e exploradas de forma autónoma, incluindo casos em sistemas amplamente usados. Não houve rebelião das máquinas. Houve algo mais incómodo, a prova de que um instrumento criado para acelerar o engenho humano também pode acelerar a........
