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Diplomacia climática entre as COP

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05.08.2026

As Conferências das Partes (COP) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas ocupam, todos os anos, duas semanas da agenda internacional. Mas o seu verdadeiro tempo mede-se de outra forma: nos meses que se seguem ao encerramento da conferência, quando os compromissos regressam aos países que os assumiram e deixam de ser declarações políticas para se tornarem decisões económicas, legislação e investimento. É nesse intervalo que hoje se joga a credibilidade da ação climática internacional.

Meio ano depois da COP30, em Belém, e à medida que nos aproximamos da COP31, em Antalya, torna-se evidente que o maior desafio da governação climática internacional deixou de ser apenas negociar novos compromissos, mas demonstrar que os compromissos já assumidos conseguem transformar-se em políticas públicas, financiamento e resultados.

Durante mais de três décadas, cada COP acrescentava uma nova peça ao regime climático internacional. O Acordo de Paris, os mecanismos de transparência, os mercados de carbono, o financiamento climático, o Fundo para Perdas e Danos ou o primeiro Global Stocktake deram forma a uma arquitetura institucional mais robusta. Hoje, apesar de imperfeita........

© PÚBLICO