A crise na Universidade Nova de Lisboa
Sendo docente da Universidade Nova de Lisboa (UNL), não posso deixar de refletir no momento delicado que a mesma vive. O atual reitor foi eleito há pouco mais de sete meses, à primeira volta, pelo atual Conselho Geral (CG), o órgão máximo da universidade, composto por representantes eleitos dos professores, investigadores, estudantes e trabalhadores (não docentes e não investigadores), bem como por membros externos à UNL. Foi a primeira eleição com mais do que um candidato — foram quatro — e o primeiro Conselho Geral com membros eleitos por diferentes listas. Considerando tudo isto, não era previsível a sucessão de acontecimentos neste ainda curto mandato.
A questão principal que se levantou logo à partida é que houve mais um candidato que, na altura, não foi admitido, por não ser professor catedrático nem investigador coordenador, conforme os estatutos da UNL. Apesar de uma providência cautelar apresentada por este candidato, a eleição realizou-se a 16 de setembro de 2025.
Em março de 2026, chegava a decisão do tribunal de........
