Depois do estatuto, as medidas
Foi publicado em Diário da República, na passada quarta-feira, o Estatuto da Pessoa Idosa. E se é evidente que a intenção subjacente a esta iniciativa é boa, a verdade é que alguns especialistas têm vindo a alertar para um risco que, à primeira vista, nos pode passar despercebido: é que, no limite, o próprio estatuto pode ser encarado como um reforço dos estereótipos negativos associados à idade. Se pensarmos bem, a criação de uma categoria jurídica separada para os idosos acaba, de alguma forma, por ser o assumir de que, apenas por causa da idade, estes cidadãos são especialmente frágeis. E gostemos ou não, essa é a definição básica de idadismo.
