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Dar rosto ao futuro: um compromisso com (e dos) professores

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13.03.2026

Nos próximos meses, o país voltará a discutir o estatuto da carreira docente. Não se trata de uma negociação técnica nem de uma questão corporativa. Trata-se de uma escolha política fundamental: que lugar queremos dar aos professores no futuro da democracia portuguesa?

Há mais de 50 anos, num contexto ainda autoritário, um conjunto de jovens professores começou a organizar-se em pequenos grupos de estudo para pensar a escola e o país que queríamos construir.

Dessa experiência nasceram os primeiros sindicatos docentes. Após o 25 de Abril, a 2 de maio de 1974, tive a honra de copresidir à assembleia que criou o sindicato que hoje é o maior do país, e mais tarde de participar na fundação da Fenprof e na construção do primeiro estatuto da carreira docente.

Esse estatuto foi um marco histórico. Não apenas porque regulou carreiras, salários e progressões, mas porque consagrou uma ideia central: a democracia precisava de professores valorizados, respeitados e socialmente reconhecidos.

Hoje, essa ideia precisa de ser renovada.

Portugal enfrenta uma escassez crescente de professores. Em muitas escolas, faltam docentes em áreas fundamentais. O corpo docente envelhece, e cada........

© PÚBLICO