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Universo tecno-digital e violência simbólica

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17.05.2026

Universo tecno-digital e violência simbólica, um nexo de causalidade e uma evidência de todos os dias que os media e a comunicação social em geral precisam de descodificar e esclarecer em benefício de todos nós.

Os objetos da arte, da cultura e da criatividade, para lá da sua significação intrínseca como produções artísticas e culturais, têm significados, formas e funções sociais, simbólicas e políticas, em resultado da hibridação própria e especifica das nossas inteligências, emocional e racional. As impressões culturais colhidas ao longo da nossa vida pessoal e coletiva criam um reportório próprio de conhecimento e comunicação que orientará as nossas escolhas com relação aos diversos universos que nos rodeiam. Percebe-se, assim, que os objetos artísticos, culturais e científicos são, digamos, mediadores e facilitadores socioculturais das nossas inter-relações pessoais e interações do ator que nós somos com o sistema envolvente. Neste contexto, e de acordo com a sociologia de Pierre Bourdieu (falecido em 2002), o poder simbólico é uma forma de dominação que atua por meio da cultura, da comunicação e dos media, moldando a linguagem, as perceções e crenças dos indivíduos de maneira a legitimar as desigualdades sociais e as relações de poder que existem nas práticas quotidianas e instituições sociais da nossa vida coletiva.

Isto dito, a questão fundamental que emerge imediatamente é esta: em que medida o rumo e direção operados pela transição tecno-digital nas décadas mais recentes reforça, desvia ou altera o poder simbólico que recebemos de Pierre Bourdieu, gerado e produzido na fase da inocência desta grande transição tecno-digital?

O nosso ponto de partida é deveras........

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