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Co’a direita no poder

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01.05.2026

Há pouco mais de uma década, quando “vivíamos acima das nossas possibilidades”, o presidente do Eurogrupo dizia que gastávamos tudo em álcool e mulheres, o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, soletrava missas neoliberais como se fossemos idiotas, o Álvaro, que era ministro da Economia, tirava da cartola pastéis de nata, o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho sentenciava que devíamos todos sair da nossa zona de conforto e Miguel Gonçalves era elevado à condição de guru do empreendedorismo, metendo toda a gente a bater punho, a austeridade era a regra e o empobrecimento o destino de quem vivia do seu trabalho. EDP, ANA, CTT, TAP e outras empresas públicas foram privatizadas e nem o Oceanário de Lisboa escapou.

Hoje, temos um Governo de coveiros que pretende arrasar com o que falta. A coberto daquilo que passa por incompetência ou falta de jeito, avançam um projeto calculado de desmantelamento e alienação das principais funções sociais do Estado. Trabalhar para o privado é o seu desígnio.

Na saúde é o que se vê. Agudiza-se a falta de condições de trabalho dos profissionais, deixa-se avançar a degradação dos serviços e das instalações do SNS, encerram-se urgências e o mapa das estradas passou a integrar os planos de preparação para o parto. A ministra da Saúde não é incompetente, antes pelo contrário. O projeto é o de sempre, deixar andar e nada resolver, fazer aumentar o capital de queixa para legitimar encerramentos e repetir a patranha de que os portugueses não se importam se é público ou privado, querem é ver os seus problemas resolvidos até que ela se torne “uma verdade”. Entretanto, a oferta privada do negócio da saúde, o tal que........

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