Montenegro criou um “efeito Maricarmen” sem querer
O Governo e a Câmara do Porto criaram um “efeito Maricarmen” quando pretendiam o contrário. A violenta carga policial da madrugada de quinta-feira, sobre dezenas de jovens, na Praça de D. João I, no Porto, destinava-se a evitar que se acampasse no Porto — como se acampa em Madrid —, para reclamar por direitos à habitação. Mas pior era impossível.
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Há razões de sobra para que a Inspecção-Geral da Administração Interna abra um processo à actuação da PSP e para que a provedora de Justiça peça mais informação sobre o que se passou. Há uma diferença entre exercer autoridade e autoritarismo.
O que era um protesto confinado a uma praça, e de um grupo de jovens, deu lugar a um protesto geograficamente disperso e transversal.Luís Montenegro, Luís Neves (só lhe faltava esta) e Pedro Duarte só podem estar arrependidos por terem transformado uma pequena concentração, inorgânica, numa causa nacional, de repercussões internacionais, e por tempo indeterminado.
Depois do “momento Maricarmen”, o Governo não podia lidar com as tendas do Rossio como lidou com........
