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Candidozyma auris em Portugal: Enfermagem na linha da frente

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26.01.2026

A ameaça da Candidozyma auris, já não é um problema distante. Trata-se de um fungo multirresistente com uma capacidade invulgar de se disseminar em ambiente hospitalar, sobreviver longos períodos em superfícies e equipamentos médicos e causar infeções graves em doentes particularmente vulneráveis. Estas características tornam-no um risco sério para unidades de cuidados intensivos, enfermarias com internamentos prolongados e contextos clínicos onde são utilizados dispositivos invasivos (ECDC, 2025).

Mas porque é que este fungo (Candidozyma auris) é tão ameaçador?

O alerta do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças é claro: entre 2013 e 2023 foram registados mais de quatro mil casos na União Europeia, com um aumento acentuado no último ano. A resistência a vários antifúngicos e a persistência ambiental explicam a sua crescente prevalência e a gravidade das infeções associadas (ECDC, 2025).

Em Portugal, os primeiros casos (oito)........

© Observador