O futuro será mais tecnológico. E também mais manual
Nos últimos meses tenho reparado numa tendência curiosa. Pessoas que trabalham em tecnologia, consultoria, gestão ou empreendedorismo estão a voltar a atividades que, durante anos, pareceram ultrapassadas: bordado, cerâmica, jardinagem, costura ou bricolage. E, talvez de forma mais discreta, um regresso aos livros em papel e às caminhadas sem auscultadores.
À primeira vista, pode parecer apenas mais uma tendência impulsionada pelas redes sociais. No entanto, o fenómeno parece refletir algo mais profundo: uma necessidade crescente de encontrar um contrapeso para um mundo cada vez mais digital, acelerado e exigente.
Vivemos uma época marcada pela sobre-estimulação permanente. Entre notificações, reuniões, mensagens instantâneas, ciclos noticiosos de 24 horas e a necessidade constante de acompanhar novas ferramentas de inteligência artificial, a nossa atenção tornou-se um recurso disputado por todos.
A inteligência artificial veio acelerar ainda mais este ritmo. Nunca foi tão fácil produzir conteúdos, resumir........
