O Santo nome de Deus
O presidente norte-americano Donald Trump dirigiu aos seus concidadãos uma mensagem pascal que até poderia ser considerada muito inspiradora. Falou da alegria da Ressurreição de Jesus Cristo como vitória contra o mal e a maldade e a partir da qual nada poderá separar a humanidade do amor eterno de Deus. Regozijou-se com o crescimento da prática religiosa no seu país, que não se via há décadas, afirmando que a grandeza de uma nação depende de Deus e da religião.
Ao mesmo tempo, li críticas ao facto de o rei Carlos III, que por sinal até é chefe da Igreja anglicana, ter omitido uma qualquer mensagem pascal, quando há poucos dias havia dirigido uma mensagem aos muçulmanos por ocasião do início do Ramadão (ver www.tribunechrétienne.org, 3/4/2006).
O gesto de Donald Trump poderia merecer aplauso se não fosse o contexto bélico em que surge tal mensagem, contexto que a pode desvirtuar como uma forma de instrumentalização, hipocrisia, ou mesmo blasfémia.
É que a mesma pessoa que leu tal mensagem havia, poucos dias antes, ameaçado os seus inimigos de os «fazer regressar à Idade da Pedra de onde nunca deveriam ter saído». Uma tal........
