Macau escolhe crescer — e quem chegar cedo vai ganhar
Macau decidiu não ficar refém do seu próprio sucesso. Enquanto o mundo continua a ver a região como a capital mundial do jogo, o Governo da RAEM acaba de apresentar o seu 3.º Plano Quinquenal (2026–2030) com uma mensagem clara: a próxima década será de crescimento diversificado, de integração na Grande Baía e de oportunidades para quem souber posicionar-se.
O documento, divulgado esta semana pelo Chefe do Executivo Sam Hou Fai, não é mais um exercício de retórica governamental. É um roteiro com metas, prazos e indicadores concretos, assente numa lógica que o próprio Sam Hou Fai resumiu sem meias palavras: “o sucesso consiste numa parte de planeamento e nove partes de execução”. Para quem olha para a Ásia com olhos de investidor, esta é a frase que importa.
A ambição é visível nos números. O plano fixa como meta que, até 2030, cerca de 60% do valor acrescentado da economia de Macau provenha de indústrias não relacionadas com o jogo. Traduzido: a........
