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O Problema não são os Árbitros. É o Jogo

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27.03.2026

Natal e Páscoa são sempre alturas importantes no calendário cristão. Tal como Setembro é tempo de regresso às aulas, é absolutamente normal que o fluxo noticioso corra no sentido duma curiosidade natural por temas religiosos. Com regularidade, isso cria a sensação que é a altura favorita para publicar escândalos sobre temas religiosos. Tenho outra perspetiva.

Em primeiro lugar, o escrutínio público não só é legítimo como absolutamente necessário. Enquanto Igreja, não podemos querer estar no espaço público e viver num regime de imunidade. Se, por um lado, queremos que a religião, o Cristianismo em particular, e o Catolicismo em especial, sejam visíveis publicamente, temos que, por outro, aceitar que isso envolve análise mediática. Quem tem a ganhar com isto? Antes de tudo, quem é alvo do escrutínio. Por três motivos: primeiro, o escrutínio público obriga a instituição a olhar para as suas próprias falhas e a sair do comodismo; segundo, uma instituição que foge às perguntas gera desconfiança; terceiro, ser alvo de escrutínio mediático significa........

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