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Leão XIV versus Francisco? (II)

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10.10.2026

Há quinze dias, seguindo uma crónica de Alex Rosal em Religión en libertad, procurou-se estabelecer uma comparação entre o pontificado de Francisco e o do actual Papa, seu sucessor na cátedra petrina. Seguindo o mesmo autor, conclui-se agora essa análise, que procura responder à recorrente questão sobre a relação entre ambos.

Segundo Rosal, “Existe um paradoxo aparente em Francisco: ele promoveu uma Igreja descentralizada e sinodal, mas exerceu pessoalmente um pontificado bastante centralizado em certas decisões importantes”. Aliás, a sinodalidade foi uma opção pessoal do anterior pontífice. Leão XIV já deu sinais de que prefere um tipo de governo mais participativo: “Leão XIV enfatiza de forma muito mais explícita a subsidiariedade como princípio de governo. Em Fevereiro, afirmou: ‘O bom governo, em vez de concentrar tudo em si mesmo, promove o princípio da subsidiariedade e a participação responsável.’ E, na sua encíclica Magnifica Humanitas, aplica esta ideia ao governo eclesial: fala de subsidiariedade, transparência, prestação de contas, avaliação e órgãos participativos que sejam reais e não meramente nominais. Isto pode representar uma das mudanças mais profundas: maior responsabilidade em cada nível de governo”.

Diz-se que, quando alguém preguntou a São João XXIII quantas pessoas trabalhavam na Santa Sé, o Papa teria dito, com o seu habitual bom humor: ‘Aproximadamente metade!’ Para qualquer sucessor de Pedro, a gestão da Cúria romana representa um dos maiores desafios a que deve fazer frente, para que seja um instrumento eficaz no assessoramento do Papa e no serviço à Igreja universal. “O cardeal Bergoglio chegou ao papado com um mandato muito claro dos cardeais: reformar a Cúria Romana em profundidade. Esse processo culminou com a promulgação da Praedicate Evangelium, em 2022. Para Leão XIV, o problema não é conceber outra grande reforma, mas sim fazer com que a estrutura herdada funcione correctamente. É muito revelador que, no consistório de Janeiro, o Papa tenha submetido a Praedicate Evangelium à reflexão dos cardeais, para........

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