A tempestade Escolástica
Dantes, as tempestades eram anónimas, mas agora têm nome: tivemos a Kristin, que depois deu lugar ao Leonardo, veio depois a Marta, a que sucedeu o Nils e a que se seguiu a Oriana: a esta velocidade, o alfabeto vai-se esgotar antes do fim do inverno! Os modernos vendavais também já não são, como antigamente, a preto e branco, porque agora são coloridos, como os respectivos alertas: vermelhos, cor-de-laranja, amarelos, etc.
Sem desvalorizar estas ocorrências, nem esquecer as vítimas, sempre presentes nas nossas orações – como nas do Papa Leão XIV, que as recordou no passado domingo – e na solicitude das instituições eclesiais socio-caritativas, vem a propósito recordar que, em meados do século VI, houve uma tempestade que também merecia ser designada por um nome pessoal que, neste caso, seria o de quem a provocou: Escolástica. Era ela irmã de São Bento de Núrsia, o fundador da ordem que recebeu o seu nome e que foi, depois da invasão dos bárbaros e da queda de Roma, o principal foco de irradiação da cultura: já então sabedoria e Cristianismo eram sinónimos, assim como paganismo e obscurantismo.
Bento e Escolástica consagraram-se a Deus na vida monástica, vivendo cada qual no seu convento, em Montecassino, em Itália. Uma vez por ano, por um especial privilégio, encontravam-se num lugar intermédio, não só para porem a conversa em dia, mas sobretudo para juntos rezarem e louvarem a Deus.
São Gregório Magno (Livro 2, 33; PL 66,........
