Nos 47 anos do 5 de Julho
A 5 de Julho de 1979, 47 anos antes da data em que escrevo, nascia a Aliança Democrática, uma ampla plataforma política que juntou figuras tão relevantes para a história da construção democrática portuguesa como Francisco Sá Carneiro, Diogo Freitas do Amaral, Adelino Amaro da Costa, Gonçalo Ribeiro Telles, Francisco Lucas Pires, António Barreto, José Medeiros Ferreira, Francisco Sousa Tavares, Vasco Pulido Valente, entre tantos outros.
Talvez muitos recordem a AD original como uma simples coligação eleitoral, afinal, nos tempos que correm pouco mais do que isso parece relevar, mas essa será, porventura, uma forma pouco feliz de reduzir um dos momentos fundadores da democracia portuguesa. Há hoje uma convicção generalizada de que tudo brota do chão ou cai do céu, que tudo decorre da força com que se deseja e não do esforço com que se trabalha. Não é assim, nunca foi assim, jamais assim será. A AD não nasceu por se acreditar que a democracia se consolida por geração espontânea, por se julgar que as instituições se consolidam sozinhas ou por nos bastar repetir muitas vezes palavras como “democracia” ou “pluralismo” ou, valha-nos Deus, “progresso”. A AD surgiu de um entendimento colectivo e amplamente maioritário quanto à necessidade de se construir uma democracia digna desse nome e que, assim se tornando, não podia viver eternamente sob a tutela moral da esquerda, civil ou militar. Todos compreenderam,........
