O anti-Marcelo
António José Seguro foi eleito, em grande medida, por ser e para ser uma espécie de anti-Marcelo Rebelo de Sousa. Por ser e para ser o avesso do omnipresente, torrencial e conspirativo antecessor. Por ser e para ser a síntese (disponível) de uma forma mais institucional de estar em Belém. Por ser e para ser, entre muitas outras coisas, a negação dos gelados da Santini, dos calções de banho presidenciais, das rábulas sobre os novos Távoras e sobre os recém-chegados rurais. Por ser e para ser um foco de previsibilidade e segurança política num país cada vez mais pantanoso — com Seguro não haverá seguramente guarda-chuvas em Paris, mas também não haverá cabeças a rolar em direto. É o que é.
Nos dois maiores testes que enfrentou até ao momento, António José Seguro manteve-se fiel ao que se propôs ser: discreto. Tão discreto que pareceu quase invisível.........
