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"O tempo está a esgotar-se"

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15.09.2026

Existem duas formas de ler as mais recentes declarações de Pedro Passos Coelho. Podem ser entendidas como um aviso pessoal a Luís Montenegro e tratadas como sendo parte de um plano do antigo primeiro-ministro para derrubar mais à frente o atual chefe de Governo; ou podem ser lidas como um alerta sobre o estado de saúde do PSD e, em última análise, do regime democrático tal qual o conhecemos. A primeira tem limitações óbvias. A segunda, infelizmente, só parece ser levada a sério por André Ventura.

Sobre a primeira hipótese. De tudo o que foi dito e escrito sobre os alegados planos políticos de Pedro Passos Coelho, revelados pelo próprio ou pelos mais próximos, existem três indícios que devem estar presentes em qualquer análise que se faça sobre esse putativo regresso: Pedro Passos Coelho nunca descartou a hipótese de voltar; Pedro Passos Coelho nunca enfrentará Luís Montenegro numas eleições internas do PSD; Pedro Passos Coelho só será primeiro-ministro depois de ir a votos e vencer eleições legislativas.

Quer isto dizer que Pedro Passos Coelho só........

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