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A exaustão histórica da Europa

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29.03.2026

Sobre a fraude perpetrada pela Assembleia Geral da ONU com a aprovação da resolução de iniciativa do Gana, João Pedro Marques já disse tudo o que havia a dizer. É uma nova orientação do “direito internacional”, que na ONU faz escola há muito tempo, a de se proclamarem falsidades históricas e confusões éticas como novos princípios sagrados do progresso da Humanidade. A resolução declara que o tráfico transatlântico de escravos africanos foi “o mais grave crime contra a Humanidade” numa História universal recheada de crimes contra a Humanidade. O texto não demonstra, porque seria provavelmente impossível de demonstrar, como estabeleceu essa hierarquia de crimes num mundo cuja História é uma sucessão infindável de genocídios, extermínios, migrações forçadas e sofrimentos aterradores – em todas as civilizações e latitudes. Também ignora o facto histórico terrível de que a escravatura foi desde os primórdios uma instituição quase universal – desde os Chineses aos povos ameríndios pré-colombianos, passando pelos reinos africanos anteriores à colonização europeia.

A insistência na gravidade sem rival do crime tem de ser simultânea com o apagamento de outros crimes igual ou incomensuravelmente horríveis, que também envolveram tráfico de escravos africanos em, para citar as palavras da resolução, “magnitude, duração, natureza sistémica e consequências duradouras”. Assim definidos os requisitos, o milenar tráfico de escravos africanos pelo mundo árabe e........

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