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A vida dos 100 anos não é apenas viver mais

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25.09.2026

A maior revolução da longevidade não será chegar aos 100 anos. Será descobrir o que fazer com todos os anos que teremos pela frente. Se viver mais significar também permanecer saudável, autónomo e intelectualmente ativo durante mais tempo, teremos de rever quase tudo aquilo que aprendemos sobre as etapas da vida: quando estudar, quanto tempo trabalhar, quando mudar de profissão, como consumir e até o que significa envelhecer.

Durante grande parte do século XX, organizámos a existência em três fases relativamente previsíveis: aprender, trabalhar e reformar-nos. Esse modelo nasceu para uma realidade demográfica muito diferente. Hoje, os avanços da medicina, da prevenção e da tecnologia estão a contribuir para vidas cada vez mais longas. Vacinação, melhores condições sanitárias, diagnósticos mais precoces, novos medicamentos e terapêuticas e progressos no tratamento de inúmeras doenças permitiram prolongar a vida humana. Agora, a medicina de precisão, a genética, a inteligência artificial aplicada ao diagnóstico e a investigação sobre doenças neurodegenerativas abrem novas possibilidades.

Isto não significa que a ciência nos garanta 100 anos de vida saudável. Não garante. Mas significa que viver durante mais tempo é uma realidade para uma parcela crescente da população e chegar saudável até o fim vai depender de nossas escolhas agora. Segundo a Organização Mundial da Saúde, em 2030 uma em cada seis pessoas no........

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