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A vida é demasiado preciosa para ser vivida pela metade

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10.04.2026

Vivemos como se o tempo fosse um recurso ilimitado e como se as relações fossem garantidas. Adiamos conversas difíceis, acumulamos ressentimentos silenciosos, ocupamos os dias com tarefas urgentes e deixamos por fazer aquilo que verdadeiramente sustenta a existência, amar, reconciliar, agradecer, pedir perdão. A agenda está cheia, mas a vida, muitas vezes, permanece por viver.

Há perguntas que não servem para nos tranquilizar, servem para nos acordar. A pergunta sobre a morte pertence a esse conjunto raro de interrogações que rasgam a superfície da rotina e nos obrigam a olhar para o essencial. Não é uma curiosidade sombria, é um teste à autenticidade da nossa existência.

A verdade é desconfortável. Vivemos como se o tempo fosse um recurso ilimitado e como se as relações fossem reversíveis. Adiamos conversas difíceis, acumulamos ressentimentos silenciosos, ocupamos os dias com tarefas urgentes e deixamos por fazer aquilo que realmente importa, amar, reconciliar, agradecer, pedir........

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