Jesus não pertence à esquerda moralmente dominante
Circula por aí um texto que procura estabelecer uma oposição moral entre a fé cristã e o voto no CHEGA, sugerindo que quem frequenta igrejas e vota no CHEGA, ou reconhece qualidades políticas em André Ventura ou no discurso incisivo de Rita Matias, estaria a trair o significado profundo da cruz de Cristo.
É uma narrativa emocionalmente eficaz, mas intelectualmente frágil e teologicamente muito discutível.
A imagem de Jesus Cristo é convocada como instrumento político, não para iluminar consciências, mas para condicionar votos. A cruz surge como arma retórica contra adversários ideológicos. Isso, sim, é instrumentalizar Cristo.
Cristo não foi um revolucionário progressista no sentido moderno, nem um precursor das agendas que hoje se apresentam como “humanistas”.
Jesus não relativizou a vida humana, não dissolveu a família, não negou a diferença sexual, não legitimou a eliminação dos mais frágeis em nome de uma........
