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Jesus não pertence à esquerda moralmente dominante

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01.03.2026

Circula por aí um texto que procura estabelecer uma oposição moral entre a fé cristã e o voto no CHEGA, sugerindo que quem frequenta igrejas e vota no CHEGA, ou reconhece qualidades políticas em André Ventura ou no discurso incisivo de Rita Matias, estaria a trair o significado profundo da cruz de Cristo.

É uma narrativa emocionalmente eficaz, mas intelectualmente frágil e teologicamente muito discutível.

A imagem de Jesus Cristo é convocada como instrumento político, não para iluminar consciências, mas para condicionar votos. A cruz surge como arma retórica contra adversários ideológicos. Isso, sim, é instrumentalizar Cristo.

Cristo não foi um revolucionário progressista no sentido moderno, nem um precursor das agendas que hoje se apresentam como “humanistas”.

Jesus não relativizou a vida humana, não dissolveu a família, não negou a diferença sexual, não legitimou a eliminação dos mais frágeis em nome de uma........

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