O problema não é o clima. É o Estado
A depressão Kristin deixou um rasto pesado no país: mortos, estradas intransitáveis, casas inundadas, explorações agrícolas destruídas, empresas paradas e populações desalojadas e isoladas durante dias. Para milhares de portugueses, o impacto foi imediato e concreto — perda de rendimentos, de bens essenciais e de segurança. Quase uma semana depois e as pessoas continuam sem eletricidade, sem água e sem um teto que as abrigue. No terreno, a perceção é clara: o Estado chegou tarde, descoordenado e sem liderança.
Este cenário não é um acaso. É o resultado previsível de um modelo de governação onde a filiação partidária continua a pesar mais do que a competência técnica na escolha de responsáveis públicos. Em tempos normais, este sistema gera ineficiência. Em contexto de crise, transforma-se num fator de risco nacional. A resposta à tempestade Kristin expôs de forma brutal esse problema estrutural.
Tudo falhou. Falhou a prevenção, falhou a........
