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Em defesa do português

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26.06.2026

Há uma certa elite, provavelmente bem-intencionada, que só tarde se deu conta de que a história foi violenta, o colonialismo atravessou continentes e séculos e as palavras carregam um peso decisivo. A partir daí conclui, com uma condescendência pueril, que talvez seja boa ideia mudar o nome da língua portuguesa para “língua geral”, com o objetivo ridículo de tranquilizar as suas consciências e “ficar bem” nos salões da vanguarda.

É uma má ideia. Politicamente fraca, porque confunde justiça histórica com cosmética identitária. Culturalmente destrutiva, porque esvazia Portugal da sua própria língua em nome de um universalismo de plástico com alergia a realidades históricas complexas. Historicamente irresponsável, porque trata a história como embaraço e não como um legado a compreender e assumir.

Ao bom estilo do wokismo militante, desfaz-se do nome, dilui-se a origem, renuncia-se à espessura cultural acumulada em séculos de uso da língua, tentando higienizar lexicalmente o “português, convertendo........

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