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A Minha Mulher Incomoda-me!

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12.03.2025

(Para a Carolina, no dia Internacional da Mulher 2025)

Talvez seja necessário esclarecer. Sim, o senhor leitor leu muitíssimo bem. Acabo de o afirmar e repito-o: a minha mulher incomoda-me.

Mas antes que desista da leitura ou comece a chamar-me nomes, peço-lhe o favor de me conceder um minuto de atenção. Não, não feche já, de rompante, o computador. E quanto aos nomes, reconsiderei. Insulte-me, por favor. É provável que eu mereça. Porém, entenda, prezado leitor, que não é meu desejo ferir susceptibilidades, nem venho lavar roupa suja em jornal público.

Sim, compreendo-o. Parece lamentável e curiosamente contraditório: aparenta ser extremamente deselegante afirmar o que afirmei e, no entanto, é fundamental fazê-lo.

Não? Não é isso? Tem razão! Que cabeça a minha! Claro! O que V. Exa. considera lamentável e curiosamente contraditório é o facto de ser tão deselegante e desinteressante ajustar contas em praça pública quanto atractivo para o público em geral.

Sucede que nos encontramos no dia 8 de Março. E, claro – acima de tudo – ignoremos que a história do Dia Internacional da Mulher está ligada ao movimento socialista e que aquele país que andamos a combater, salvo erro, aquele país a que chamamos Rússia, tem um papel importante nessa história, especialmente no contexto da Revolução Russa de 1917. Façamos tábua rasa. Ignoremos.

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Em boa verdade, nem sei bem do que falamos. Conheço a minha mulher, reconheço e agradeço a sua tremenda importância na minha vida. Da mulher internacional, confesso, pouco sei.

Esteja quieto, caro leitor!........

© Observador