Ninguém diria que podia acabar assim
Muito se tem falado sobre a necessidade de votar contra alguém ou alguma coisa. Tenho dúvidas quanto a esta linha de pensamento. Não voto em André Ventura, mas não voto contra as pessoas que votam em André Ventura, voto sabendo que elas querem a mesma coisa que eu: uma vida melhor. Voto sabendo que gostaria que estas pessoas não acreditassem que André Ventura é o único que as pode salvar. Voto com a convicção de que, juntos, ainda havemos de nos salvar no futuro. Se voto contra alguma coisa, é contra a possibilidade de um dia acordar num país onde se fuzilam vizinhos, amigos, família, por serem de “extrema-esquerda” ou de “extrema-direita”. Pode parecer exagero, mas já aconteceu no passado. Não fez ainda um século desde que morreram mais de 1 milhão de pessoas na Guerra Civil Espanhola. Acho que é um erro tomar como certo que não voltará a acontecer, que não acontecerá aqui.
André Ventura quer chegar ao poder para “mudar o sistema”, mas a que preço? Porque é que Ventura apela ao nosso desejo de extinção do espaço de existência do outro? Não devíamos ser nós, povo, uns contra os outros. Devíamos ser nós, povo, contra aqueles que nos viram uns contra os........
