Estado: feto, drogado ou autodisciplinado?
Em Setembro do ano passado, Andy Burnham, um candidato1 trabalhista a primeiro-ministro2, terá dito que o Reino Unido necessitava “ultrapassar esta situação de estar dependente3 dos mercados4 obrigacionistas” 5. O que quereria ele dizer com isto, “estar dependente”?
Será que o estado é como que um bebé intrauterino cuja vida está dependente do sustento que recebe da mãe pelo cordão umbilical, e que à medida que cresce vai necessitando cada vez mais de nutrição? Ou como um doente terminal, sem dignidade, ligado a uma máquina, e que vai necessitando cada vez de mais droga para não sofrer? Há quem pense que sim: uma jornalista do New York Times, um diário localizado pertinho do New York Stock Exchange6, escreveu que “os comentários foram amplamente interpretados como um sinal de que Burnham, cujas posições políticas tendem para a esquerda, recorreria a mais endividamento para aumentar a despesa pública caso fosse primeiro-ministro.” 7
É uma........
