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As razões por que nunca iremos a lado nenhum

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16.02.2026

Uma das vantagens de Pedro Passos Coelho aparecer poucas vezes no espaço público é que, dessas poucas vezes que aparece, dá-se atenção ao que diz – muitas vezes para dizer mal do que diz, mas até isso tem impacto. Pena é que, também por regra, se ligue ao acessório, ao que pode dar especulação política e mediática, e pouco a tudo o resto.

Ainda esta semana, por exemplo, se discutiu imenso se estava ou não a criticar o actual governo a propósito de umas declarações sobre reforma do Estado e nomeações para Administração Pública, deixando passar em claro outras passagens da sua intervenção porventura mais importantes. Estas, por exemplo (que cito da notícia do Observador):

“[A reforma do Estado] não se faz num PowerPoint. Isto dá um certo trabalho, é preciso chamar as pessoas e, sobretudo, não é uma coisa que se estude quando se está no Governo. É uma coisa que se tem de levar estudada quando se chega ao Governo para depois fazer, ajustar, adaptar, mas fazer. (…) Quem vai para o Governo e chama as pessoas para preparar uma grande reforma, o que vai gerir é comunicação política. Reforma não fará nenhuma”.

O essencial desta frase não é referência ao PowerPoint – é a ideia de que para fazer reformas é necessário pensar nelas primeiro, e estudá-las, e depois trabalhar com os envolvidos. O resto é espuma do dias – ou “comunicação política”.

Isto não acontece apenas porque é importante os políticos que se propõem governar terem ideias e propostas para o país que não sejam apenas promessas – acontece também porque se queremos fazer reformas é........

© Observador