A mulher de César não basta ser séria, precisa de um parecer
José Sócrates pagou cerca de meio milhão de euros pelo parecer que o Prof. Paulo Pinto de Albuquerque emitiu para apresentar no Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, na sequência da acção que intentou contra o Estado português. “Pronto, lá está este tipo a exagerar, só porque não gosta do Sócrates! Fala em “cerca de meio milhão” para soar a gastos milionários, em vez de dizer o número concreto, de certeza muito mais razoável”. Têm razão, vamos lá ser rigorosos: José Sócrates pagou 516 mil euros pelo parecer. Assim é que é.
Aliás, para ser ainda mais rigoroso: quem se chegou à frente com o dinheiro foi o primo Pedro Pinto de Sousa, que por sua vez o tinha recebido de Carlos Santos Silva, o amigo de Sócrates, através da compra de uma moradia na Malveira por 775 mil euros. O imóvel tinha chegado à posse de Pedro Pinto de Sousa de uma forma peculiar, aqui resumida numa notícia do Observador : “No centro da operação imobiliária estará uma simulação de uma dívida em Angola. O empresário angolano Anjos Ferreira adquiriu uma sociedade angolana chamada Salinas do Tchiome Lda. a José Paulo Pinto de Sousa e a Miguel Bataglia, sobrinho de Hélder Bataglia (igualmente arguido na Operação Marquês). Na sequência da compra dessa empresa fundada em 2012, Anjos Ferreira terá ficado com uma dívida para com o primo de José Sócrates e Miguel Bataglia, segundo o Nascer do Sol. Em relação à dívida para com José Paulo Pinto de Sousa, o empresário angolano entregou dois imóveis como dação em pagamento: o T4 na Ericeira no qual José Sócrates vive (operação que ocorreu em 2018) e a vivenda no Vale das Andorinhas, na Malveira (negócio concluído 2021). (…) Segundo o Nascer do Sol, o negócio da vivenda do Vale das Andorinhas terá sido precedido de um esquema para ocultar os nomes de Anjos Ferreira e de José Paulo Pinto de Sousa. O empresário cedeu a........
