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Risco climático: um novo desígnio para o setor segurador

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23.06.2026

As tempestades que assolaram Portugal nos primeiros dois meses deste ano foram um alerta sonoro, mas infelizmente não surpreendente. Os seus efeitos devastadores, com prejuízos que poderão largamente ultrapassar os 5.000 milhões de euros, expuseram, mais uma vez, a vulnerabilidade do nosso país a eventos climáticos extremos. A multiplicação de pedidos de indemnização que se seguiu demonstrou a importância do seguro, mas também revelou uma verdade mais profunda: com as alterações climáticas, o papel do setor segurador não pode limitar-se a compensar perdas. A nossa missão, hoje, tem de ser preveni-las.

O modelo tradicional de seguros, focado na reposição de danos após o sinistro, está a tornar-se insustentável perante a frequência e intensidade de tempestades, inundações, incêndios e ondas de calor. A Agência Europeia do Ambiente estima que, na última década, apenas 25% das perdas causadas por catástrofes naturais na Europa estavam de facto seguradas. Portugal, infelizmente, destaca-se,........

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