menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

Será Donald Trump a maior ameaça para o Mundo?

35 0
26.09.2026

Para o Miguel Sousa Tavares e a quase unanimidade dos comentadeiros de serviço nas TVs de Portugal e do Mundo, Donald John Trump constitui a maior ameaça sobre o Mundo de hoje, por tudo e mais não sei quê!

E digo-o com o respeito devido a quem nos tem ensinado tanta História ao longo destes anos, e a quem devo bem mais do que aquilo que hoje lhe contesto.

A partir do momento em que foi eleito Presidente americano, Donald Trump passou a ser apresentado como o pior que alguma vez aconteceu à América, e passou a ser também racista e xenófobo, apesar dos inúmeros amigos de todas as raças e cores, que atestam o contrário nos milhentos testemunhos na primeira pessoa espalhados pelas redes sociais.

E quando a montagem é apanhada, é o próprio infrator a confessá-la. O documentário do Panorama, “Trump: A Second Chance?”, foi para o ar uma semana antes das eleições de 2024 com dois excertos do discurso de 6 de janeiro, proferidos com mais de cinquenta minutos de intervalo, colados um no outro, deixando cair a passagem em que Trump pede aos apoiantes que se manifestassem pacífica e patrioticamente e guardando o “fight like hell”. Em 9 de novembro de 2025 demitiram-se o diretor-geral Tim Davie e a responsável pela informação Deborah Turness, a BBC retirou o programa e pediu desculpa formal à Casa Branca. Dias depois apareceu uma segunda montagem enganosa, de uma emissão do Newsnight de 2022. E é isto que atesta a narrativa.

Para compreendermos a falácia dessa narrativa temos de ir aos primórdios da América e dos seus pais fundadores.

Nos primeiros 10 anos da sua existência os Estados Unidos não passaram duma confederação de Estados extremamente precária, sem fundos e muito mal amanhada, mas municiada de agricultores cultos que bebiam nos clássicos e na filosofia Grega e Romana muito da inspiração que os levou a defrontar o déspota rei George III, que mesmo com porfiria e explorado num filme biográfico excecional protagonizado por Sir Humphrey de Sim, Sr. Ministro, lá ia governando o mundo pela engrenagem incrível que conseguiram criar na cidade de Londres e que graças ao Dote português que lhes deu a chave do Império pela nossa Catarina de Bragança, aos tempos do Rei reposto Charles II, que praticamente só falava Francês e era um mulherengo de primeira pela aprendizagem feita em plena corte do Luís XIV, que se autoapelidava de Rei Sol.

Infelizmente a nossa Catarina só concebeu nados-mortos, e os futuros reis ingleses não têm por isso linhagem lusa, que só lhes fazia bem.

A América, nos seus primeiros 100 anos, enfrentou o inimigo inglês múltiplas vezes, sempre através dos seus cúmplices em Montreal, Otava e Toronto, culminando com os Estados Unidos a tentar uma invasão direta em 1812 ao inimigo do Norte, sem sucesso, e com os ingleses a retaliar com um ataque direto em 1814 a Washington, com direito a incendiar a Casa Branca, o Capitólio e outros edifícios governamentais, prontamente reconstruídos pela República da Resiliência e da prosperidade vindoura.

Os princípios americanos foram estabelecidos pelos tais agricultores ilustres, educados nos clássicos e das mais diversas origens, e que definiram a Constituição nomocrática que até hoje persiste como guião para o americano na busca da felicidade,........

© Observador