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Os 250 Anos dos Estados Unidos da América (e os nossos)

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11.07.2026

Os Estados Unidos completaram 250 anos no passado dia 4 de julho. Para a efeméride a comentadoria europeia resolveu medir dois séculos e meio de civilização pela régua do último ciclo noticioso e concluir que a América com Trump está acabada e os Tácitos de hoje, tal como em Roma, estão já a escrever a História de como irá suceder.

E como estava Portugal 250 anos depois da sua fundação? Estaríamos mais ou menos em 1380, give or take, dependendo de quando se começa a contar a nossa aventura. A Batalha de São Mamede em 1128 foi sem dúvida um marco; Zamora em 1143, a legitimação internacional duramente conquistada pela bula Manifestis Probatum em 1179, fronteiras seladas em Alcanices em 1297 e a crise existencial de 1383-85 em que metade da alta nobreza alinhou com Castela e foi o povo de Lisboa e o Condestável quem salvou a independência culminando com a glória em Aljubarrota e a ascensão da ínclita geração a partir de 1385.

Mas o essencial não é o que Portugal tinha feito até 1385. É o que fez a seguir.

Um país com cerca de um milhão de habitantes que nos 200 anos que se lhe seguiram, criou a primeira rede verdadeiramente global da humanidade. Iniciada em 1415 com a conquista de Ceuta como declaração de intenções. O Bojador dobrado por Gil Eanes em 1434, que quebrou a barreira psicológica dos “aqui há monstros” riscado do mapa pela experiência, pela aventura, pela descoberta, pela ciência e pelo engenho. Depois a Boa Esperança de Dias em 1488, a Índia do Vasco da Gama, de Francisco de Almeida e Afonso de Albuquerque a partir de 1498, o Brasil de Cabral a partir de 1500, Malaca e Ormuz e a conquista dos direitos de navegação por controlo português a partir de 1511, e as rotas chinesas e japonesas, com Macau a partir de 1557 e Nagasaki aberta ao comercio português em 1571.

Tordesilhas consolida a disputa em 1494, a nossa nação minúscula ousa partilhar o planeta em pé de igualdade com o único rival à altura a partir do momento que Isabel e Fernando em matrimónio juntaram os trapinhos e formaram um território peninsular 5 vezes maior que a nossa jangada de pedra.

O segredo esteve no método. Portugal industrializou o saber: navegação astronómica, a caravela como plataforma tecnológica iterada geração após geração, cartografia como segredo........

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