menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

Uma escolha política

13 17
01.02.2026

No Domingo, 8 de Fevereiro, a escolha, agora pintalgada como meramente protocolar, não-ideológica e “moral”, vai ser particularmente consequente e política.

E Ventura, que há meia dúzia de anos surgiu como “o Perturbador” daquilo a que começou logo por chamar “o sistema”, está no centro da escolha e da perturbação, gerando uma coligação negativa, cuja amplitude seria então difícil de imaginar.

Ora esta polarização não se passa só em Portugal. Depois do fim da União Soviética e do sonho globalista do comunismo, veio um globalismo plutocrático alternativo e, com ele, a deslocalização e desindustrialização de muitos países da Euro-América. Na Europa, esse globalismo tomou a forma de federalismo europeu, um federalismo ideológico e económico impulsionado a partir de Bruxelas e da Comissão Europeia.

Estes movimentos globalistas, a par da imigração, ao irem contra as nações e as identidades e ao causarem um empobrecimento relativo das comunidades atingidas, levantaram fortes reacções populares a que os partidos do chamado Centrão, da esquerda socialista e social-democrata à direita social-democrata e democrata-cristã, não foram capazes de responder, gerando muitos “deixados para trás”. Daí vieram as novas forças políticas nacionalistas, populares e nacionais-conservadoras que, na Europa e nas Américas, apareceram como uma “nova direita” essencialmente nascida do voto popular, em democracia e pela democracia.

Em Portugal, as condições especiais geradas pelo 25 de Abril, que trouxe uma situação de pré-revolução comunista década e meia antes do fim do comunismo na Rússia e na Europa Oriental, pesaram muito para que se........

© Observador