O poder do ministro Luís Neves
Começaram por ser umas obras, num pequeno e isolado monte alentejano, percebendo-se que tudo foi feito à portuguesa, com um amigo para ir fazendo a recuperação e, aparentemente, sem autorizações. Se tudo tivesse ficado por aqui, estaríamos seguramente a pensar – sem dizer – ‘cadê os outros’, naquela forma que os brasileiros conseguem. Sim, não ficava bem ao agora ministro ter aproveitado um construtor que fazia trabalhos para a PJ que dirigia e não conseguir ter os papéis todos das obras. Mas enfim, olhando para o pequeno monte alentejano, a modesta casa e até a pequena piscina, o relativismo moral e a prática que marca o país, até era capaz de se esquecer. O pior veio depois e vai ser muito importante perceber quais as explicações que tem o agora ministro e ex-director da PJ para aquilo que parece ser uma excessiva informalidade no exercício de um alto cargo público.
O caso da galera com amoníaco para a produção de drogas sintéticas e apreendida pela PJ, que foi parar à Construbarcelos do amigo de Luís Neves, sem que até agora se tenha encontrado um documento com a assinatura do director da PJ, que autorizasse tal movimento, é um dos mais graves acontecimentos até agora revelados. E é grave não apenas para as consequências jurídicas que poderá ter para o processo de tráfico de droga.
A isto junta-se o facto........
