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O nacionalismo de um reitor

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17.02.2026

Vivemos uma revolução tecnológica que pode ser mais disruptiva do que a descoberta da electricidade e do motor a combustão, ameaçando seriamente os nossos modelos de ensino e formação, pelos riscos de eliminação de algumas tarefas. Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump abala o mundo universitário, levando a que muitos académicos e investigadores de topo coloquem a hipótese de se mudarem para outros países, nomeadamente europeus. A política de imigração norte-americana está a levar muitos estudantes que escolhiam as universidades dos EUA a deslocarem-se para outros países, entre os quais, obviamente, europeus.

Em Portugal algumas faculdades têm feito, de há uns anos para cá, um caminho consistente, de formiguinha, a afirmarem-se a nível internacional e com sucesso. Um percurso que lhes permitirá agora também aproveitar as oportunidades que o quadro político global criou, atraindo académicos, investigadores e estudantes para um país em que falta tanto talento. Entre elas, claro, está a Nova SBE.

Mas eis que o novo reitor da Universidade Nova de Lisboa, Paulo Pereira, considerou que, no quadro actual e com o valor que já foi criado por algumas das faculdades que lidera, o importante mesmo é o nome das faculdades. E faz então um despacho, o 14 de 2026, determinando que todas as escolas devem usar a sua denominação em português. Vá lá, não proíbe que se use o inglês, autorizando que se utilizem as duas denominações. Determina, nomeadamente, que “a denominação oficial de cada unidade orgânica da Universidade deve ser sempre utilizada em língua portuguesa em documentos,........

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