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A verdade como primeira (e última) linha de defesa da Europa

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03.11.2025

Quando referimos a defesa europeia, a imaginação coletiva evoca, imediatamente, tanques, sistemas antimíssil ou de ciberdefesa. Raramente pensamos numa torre de transmissão radiofónica. No entanto, a segurança das democracias europeias depende, atualmente, tanto da capacidade para transmitir informação credível quanto da capacidade para deter ameaças militares convencionais. Os media públicos, da televisão à rádio, das plataformas digitais aos canais de comunicação regionais, são, simultaneamente, a primeira linha de defesa contra a desinformação e, em particular no caso da rádio, a última linha de comunicação quando todas as outras falham.

A fronteira da Europa já não coincide com a sua geografia. Estende-se pelo espaço informativo onde se trava, diariamente, uma guerra não declarada pela confiança dos cidadãos. A verdade tornou-se um ativo estratégico que sustenta a confiança pública e, com isso, a própria legitimidade das nossas democracias. A rádio e a televisão públicas devem desempenhar, neste contexto, um papel insubstituível: fornecer informação verificada e contextualizada, isenta de algoritmos que amplificam a indignação e distorcem a discussão pública. Enquanto as........

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