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Serviços de saúde, percepções e narrativas…

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29.01.2026

Serviços de urgência fechados, demora do INEM, tempos exagerados de espera para consulta de especialidade, partos em ambulância na berma da estrada, falta de médicos de família, são factos que sustentam narrativas redutoras do SNS, desvirtuado por pagamentos milionários indevidos a profissionais e múltipla suspeição como o “caso gémeas”. Falamos de persistente indignação pública acentuada nos últimos anos a requer ordem administrativa, mas talvez não chegue. Vamos a razões!

A degradação do Sistema Nacional de Saúde relatada frequentemente com emoção de tragédia tem provocado ansiedade social que faz recorrer muitas pessoas à Linha SNS 24, antes que seja tarde demais, receando agravamento e falta de resposta atempada. A procura antecipatória de cuidados por medo de adoecer ou piorar, pressiona o atendimento e contribui significativamente para percepção de “caos”. Os recursos parecem ser sempre insuficientes para responder às solicitações, muitas das quais, problemas menores que ocupam meios e perturbam o socorro a casos urgentes e até emergentes. O INEM no centro de polémicas, não deixou de ser, porém, uma instituição qualificada de profissionais que exercem os melhores cuidados em difíceis condições pré-hospitalares com impagável dedicação e, lamentáveis ocorrências por falta de prontidão do sistema integrado de emergência (SIEM) são sentidas certamente como inadmissíveis pelo próprio INEM.

Nesta narrativa temos de incluir a população habituada a décadas de proteção compassiva por um sistema público de saúde, tradição assistencial, sobre a qual recai excesso de........

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